terça-feira, 25 de agosto de 2009

Lua Nova - Stephenie Meyer

O segundo volume da coleção de "O Crespúsculo", Lua Nova, inspirou-me a reflexão no desenvolvimento do autocontrole...

Em nossa sociedade descuidamos em como desenvolver o controle sobre as emoções, daí surgirem doenças psíquicas que podem ser geradas pelo medo, as inseguranças, os traumas, as desilusões, as frustrações...

Na leitura de Lua Nova ponderei sobre o poder da mente, e do ego...

Nos personagens de Edward Cullen e Jacob, a autora desenvolve o combate entre o bem e o mal...

Ambas entidades de naturezas diferentes, possuem características similares: espetacular força física, privilegiada inteligência, dotadas de habilidades sensitivas, o que me leva a crer que a escritora reflita sobre a expansão da mente ...

Embates contundentes travam as duas espécies!

A ira de Jacob contra os sanguessugas!

Baseia-se na tentativa de preservar a espécie humana, porém, é alimentada pelo que dele há de predador, por isto, vai à caça contra todos aqueles que possuem a natureza dos Cullens...

Isto me fez retornar às origens de nossa raça, quando o homem caçava para se alimentar, pelo prazer de sentir saciada a fome...

Homens de coragem!

Combatiam as feras na preservação da espécie, enfrentavam os inimigos para a garantia do território e proteção da família: valia o esforço da luta, até as últimas consequências...

Analogamente, naquela época, a bravura dos machos continha muito das características do nosso personagem Jacob, diferenciada do motivo pelo qual a caça, era perseguida...

Coragem, bravura, atos que dependem de autocontrole e discernimento, para que sejam realizados.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Lembrança de Pompéia

O mito do amor proibido entre Romeu e Julieta por Shakespeare, é comovente...

Mas, o amor proibido entre Isabella Marie Swan e Edward Cullen, na coleção/quatro volumes de "O Crepúsculo" de Stephenie Meyer, me entusiasma.

Aprovei a leitura dos dois volumes iniciais da série: "O Crepúsculo" e "Lua Nova".

O enredo é construído na lendária, mitológica ficção das entidades que se alegram em tornar amaldiçoado os escolhidos, arrancando-lhes a paz...

Sthephenie, exibe habilidosa criatividade em suspense de ávida ação, motivo, pelo qual, a trama é consumida vorazmente!

O personagem principal, Edward Cullen, atrai o público feminino pela construção de magníficas características de personalidade...

O caráter íntegro, moldado por um sentimento de repulsa aos padrões de seu mundo,relicário de pérfidas regras...

Sofrimento, disciplina marcam o seus cento e dez anos de existência...

A ética é virtude e pacto no clã dos Cullens...

Esta humaniza uma descendência amaldiçoada, por não querer, saber controlar a fome insaciável de ter o poder sobre a alma alheia...

Enfim, a paixão inflamada de Edward por Bella cobrindo-a de proteção, carinho, devoção...

Tá legal...

O Jacob também tem poder!

Venho tão fascinada pela leitura de "Lua Nova" que, mesmo não tendo tempo nenhum para me dedicar à leitura da obra, tenho me virado perfeitamente...

Nos poucos momentos que me sinto livre, como nos horários da novela das 20:00h, ou mesmo quando estou em deslocamento pela cidade de ônibus, metrô, carro ou táxi, lá estou eu de livro em punho sorvendo letra a letra toda a magia que tem encantado meninos(as), mulheres e homens...

Mas tenho que confessar!

Miss Meyer, eu a traí!

Foi numa manhã...

Estava arrumando a sala do escritório de Engenharia, em que trabalho, quando descobri em uma caixa vários livros...

Eles pertencem à minha irmã mais velha...

Curiosa olhei para aqueles livros todos, e não me contive, peguei um deles para ler.

Fui direto na sinopse do escritor, lá Baudelaire conclui sobre o autor, Théophile Gautier, como sendo um dos maiores do passado, um modelo para aqueles que virão, um diamante cada vez mais raro em uma época ébria de ignorância e matéria, um perfeito homem de letras.

Tocada pelos elogios do poeta, larguei o volume de Stephenie, "Lua Nova", comecei a devorar o pequeno volume e tive que dar razão à minha prima Bella Gonçalves sobre a preferência dela aos clássicos...

A resenha de "Arria Marcella" - Lembrança de Pompéia - novela fantástica lançada em 1852, narra quando numa noite do séc. XIX, penetrando sozinho no sítio arqueológico de Pompéia, Octavien, depara-se com a cidade pulsando de vida pouco antes da destruição, e lá se apaixona por uma belíssima jovem patrícia, Arria Marcella...

Um prato cheio para aqueles que amam a poesia, a história, a arte, a literatura...

domingo, 16 de agosto de 2009

Colateral

Amanheceu!

A luz branca, policromática, viajando pelo espaço com velocidade de trezentos mil quilômetros por segundo, atravessou a minha vidraça, tocou o meu ser, me despertou...

Esperei ansiosa, o momento de revê-la!

Inexorável, o tempo!

Como um vampiro cravaste teus dentes em meu pescoço, sugaste-me a alma...

Reclamas, por quê?

És impiedoso, clamas resposta:

Digo-te:

A culpa foi...

... a distância que nos afastou...

Otimista, faço a viagem!

Desejo conhecer um pouco de tua história, a vida transcorre efêmera...

Quero aproveitar com mais intensidade o devir!

Chegamos...

Contemplo a natureza, ao redor de tua moradia...

Tudo indica sensibilidade!

Expectativa!

A frieza parece estudada, me faz ponderar...

Outro dia se esvai...

Na tua percepção, embotada por um sentido que desconheço,

Quebraste a minha intenção...

Revejo as cenas, aproveito para me analisar...

Brigo, comigo...

Fragilidade!

Medo de enfrentar com coragem e ousadia o "eu" de outrem...

Restou-me a saudade da infância,

Vestido de seda ,brinco de pérola,bonecas de pano espalham-se no sótão da minha memória!