terça-feira, 2 de junho de 2009

E a Luta... Continua?

Pois é, depois da última resenha que escrevi não posso deixar de comentar sobre este tema desafiador que me provocou profundas reflexões, me colocou diante dos mais disparatados paradoxos, me instigou a querer entender melhor o descaso do ser humano diante das maiores barbáries cometidas contra seus semelhantes e a tentar compreender para aonde caminha a Humanidade....

Afinal foi a maneira pela qual mataram, Salvador Puig, que me fez sair da letargia na qual jazia dormente, indolente, fraca, empobrecida de ideal político, de desejo de modificar a realidade que em minha volta se pronuncia hipócrita, caótica, despretensiosa, vulgar, tirana, calculista, fria, mordaz, violenta, viciada, doente, infeliz.
E o que dizer da minha anormalidade, a tantas atrocidades, engolidas anos seguidos como o horror promovido pelas guerras, a fome no mundo, o desemprego, à falta de perspectiva, à entrega dos jovens e velhos ao vício em drogas , ao desperdício do tempo em futilidades, à falta de iniciativa do jovem no engajamento político, ao egoísmo ilimitado, à pregação ao egocentrismo exaltado como forma de auto-estima, à aceitação da indústria do medo que nos assola, à falta de amor ao próximo, à natureza, aos animais, à ignorância que cega, atrofia, engessa, embota, esfria ...

E como foi?
Como mataram o rapaz de 24 anos que marchara bravamente lutando por um ideal de um mundo mais fraterno e solidário?

O seu desejo era modificar a realidade na qual os espanhóis viviam, por isso entregou-se de corpo e alma às discussões de grupo, nas quais , discerniam em como promover a luta contrária ao regime autoritário estabelecido em seu país.
Perseguiram o direito de igualdade entre as pessoas, a sobrevivência em uma sociedade com mais respeito, mais esperança....
Era este o ideal do jovem Puig, por isto morreu de maneira brutal...
É foi assim...
Friamente seu algoz pressionando um aparelho que apertava um grosso pedaço de ferro ou aço, na nuca da vítima que sentada e algemada não tinha como reagir .
Pela pressão do aperto do engenho macabro a intenção é quebrar a coluna vertebral da pessoa penalizada, estrangulando-a em agonia e dor, pois à parte frontal do pescoço está atada uma corda que aperta o local ...
E entra então a minha perplexidade diante da minha incompetência!
Aonde estou colocando o meu ideal, a minha solidariedade, a minha busca, o meu desejo de equilíbrio, a minha humanidade???
Coragem, liberdade, justiça, trabalho, progresso, igualdade, verdade, lealdade, esperança são bons motivos para que a luta não cesse!
Mortes, como a do nosso anti-herói, serão sempre repudiadas...
No entanto permanecerão na História, de tal forma, que o passado sirva para o presente não apenas como um fator isolado de entretenimento, ou conhecimento..
Mas que construa em meu íntimo consciência, vontade de querer modificar a realidade quer seja protestando, ou assumindo verdades pacificadoras que hão de propiciar-me o crescimento, o amadurecimento em propostas saudáveis de vida para mim e toda a comunidade .

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