domingo, 7 de junho de 2009

O Tennesse

O "Tennesse" é fantástico! Este nome tem origem na língua dos índios Cherokee e seu significado é desconhecido.
O nome antigo dessa região é Franklin e tudo fazia parte da Carolina do Norte.

É um dos 50 estados dos Estados Unidos da América do Norte, localizado na região sudeste do país.

"Nashville" é sua capital e "Menphis" sua maior cidade.

Os principais rios que cortam o "Tennesse" são o Missouri, o Cumberland, o Tennesse e o Mississipi.

O rio Mississipi é parte importante do Tennesse tendo importância e influência relacionada aos escravos das grandes fazendas sulinas, para o jazz, para o blues e para toda a história musical que floresceu nesta região do país graças à sua formação cultural.

A pirâmide, de Menphis, causou tanta polêmica, no Tennesse, quanto à do Louvre de Paris.

Ela serviu de cenário para o Filme "A Firma" com Tom Cruise.

O santuário em Menphis é Graceland, a mansão onde viveu Elvis Presley.

Nashiville é também sua cidade mais famosa.

Considerada a capital mundial da Country Music, portanto, suas atrações mais famosas estão todas ligadas à música como o Country Music Hall of Fame, o Music Row e a popular Opryland, uma mistura country da Disneylândia com shopping.

Outra famosa atração local é o Museu de Cera Country Music onde há shows diários de música todos os dias.

Para quem gosta de pontos históricos vale visitar o Hermitage, casarão ode morou o presidente Andrew Jackson e conhecer suas duas mansões ao estilo sulino, museu e conhecer o Tennesse há 150 anos.

Opryland é a grande sensação de Nashville, o berço da música americana

Além de shows de música country este parque temático possui montanhas russas de todos os estilos, um zoológico, restaurantes e lojas vendendo souveniers e roupas countries.

Para quem quiser, é possível até se hospedar dentro do complexo de Opryland.

O Casarão de Carnton Plantation construído em 1826 pelo descendente de escoceses,Randal McGavok, que ocupou a prefeitura de Nashville representa a época em que o presidente Lincoln decretava a abolição da escravatura.

O Tennesse aderiu à rebelião dos estados sulistas e decretou independência dos Estados Unidos.

A guerra confrontava famílias e irmãos, que muitas vezes pensavam diferente sobre a escravidão, e acabavam lutando também em lados diferentes.

O Casarão foi o palco de um dos episódios mais dramáticos da guerra entre norte e sul.

Ela foi cercada pelas tropas do norte e defendida desesperadamente pelas do sul.

Enquanto muitos morriam e outros ficavam feridos seus proprietários transformaram a mansão em hospital que atendia a todos os feridos, independente do lado pelo qual lutavam.

Aberta à visitação muitas histórias de guerra podem sem relembradas em seu interior.

A imagem montanhosa do Tennesse pode ser recomendada pelo lado leste do estado, onde estão os parques de Big South e Great Smoky Mountains National Parks.

O Tennesse é o berço da música country que conquistou o mundo inteiro e de uma cultura de forte personalidade.

terça-feira, 2 de junho de 2009

E a Luta... Continua?

Pois é, depois da última resenha que escrevi não posso deixar de comentar sobre este tema desafiador que me provocou profundas reflexões, me colocou diante dos mais disparatados paradoxos, me instigou a querer entender melhor o descaso do ser humano diante das maiores barbáries cometidas contra seus semelhantes e a tentar compreender para aonde caminha a Humanidade....

Afinal foi a maneira pela qual mataram, Salvador Puig, que me fez sair da letargia na qual jazia dormente, indolente, fraca, empobrecida de ideal político, de desejo de modificar a realidade que em minha volta se pronuncia hipócrita, caótica, despretensiosa, vulgar, tirana, calculista, fria, mordaz, violenta, viciada, doente, infeliz.
E o que dizer da minha anormalidade, a tantas atrocidades, engolidas anos seguidos como o horror promovido pelas guerras, a fome no mundo, o desemprego, à falta de perspectiva, à entrega dos jovens e velhos ao vício em drogas , ao desperdício do tempo em futilidades, à falta de iniciativa do jovem no engajamento político, ao egoísmo ilimitado, à pregação ao egocentrismo exaltado como forma de auto-estima, à aceitação da indústria do medo que nos assola, à falta de amor ao próximo, à natureza, aos animais, à ignorância que cega, atrofia, engessa, embota, esfria ...

E como foi?
Como mataram o rapaz de 24 anos que marchara bravamente lutando por um ideal de um mundo mais fraterno e solidário?

O seu desejo era modificar a realidade na qual os espanhóis viviam, por isso entregou-se de corpo e alma às discussões de grupo, nas quais , discerniam em como promover a luta contrária ao regime autoritário estabelecido em seu país.
Perseguiram o direito de igualdade entre as pessoas, a sobrevivência em uma sociedade com mais respeito, mais esperança....
Era este o ideal do jovem Puig, por isto morreu de maneira brutal...
É foi assim...
Friamente seu algoz pressionando um aparelho que apertava um grosso pedaço de ferro ou aço, na nuca da vítima que sentada e algemada não tinha como reagir .
Pela pressão do aperto do engenho macabro a intenção é quebrar a coluna vertebral da pessoa penalizada, estrangulando-a em agonia e dor, pois à parte frontal do pescoço está atada uma corda que aperta o local ...
E entra então a minha perplexidade diante da minha incompetência!
Aonde estou colocando o meu ideal, a minha solidariedade, a minha busca, o meu desejo de equilíbrio, a minha humanidade???
Coragem, liberdade, justiça, trabalho, progresso, igualdade, verdade, lealdade, esperança são bons motivos para que a luta não cesse!
Mortes, como a do nosso anti-herói, serão sempre repudiadas...
No entanto permanecerão na História, de tal forma, que o passado sirva para o presente não apenas como um fator isolado de entretenimento, ou conhecimento..
Mas que construa em meu íntimo consciência, vontade de querer modificar a realidade quer seja protestando, ou assumindo verdades pacificadoras que hão de propiciar-me o crescimento, o amadurecimento em propostas saudáveis de vida para mim e toda a comunidade .

sábado, 30 de maio de 2009

Salvador Puig Antich

O filme revela ao público a história do militante Catalão, Salvador Puig Antich, em adaptação ao livro de Francesco Escribano "Cuenta atrás - La História de Salvador Puig Antich".

O momento vivido por Puig na Espanha na década de 60, entrelaça-se com o clima de insurreição vivida pelos franceses do governo "De Gaulle", no Maio de 1968 (greve geral na França que assumiu proporções revolucionárias).

A Espanha governada pelos militares estava afogada na agressividade e truculência das forças de segurança do Estado e por um profundo anti-catalinismo (onde se incluia a proibição do uso do idioma).

O jovem Puig formado em Ciências Econômicas faz serviço militar em Ibiza, porém episódios decisivos o fazem envolver-se com a luta contra a ditadura franquista: O Maio de 1968 e a morte do estudante Enrique Ruano.

Incorpora-se a organização "Iberian Liberation Moviment" integrando o seu braço armado.

Participa de ações agressivas como motorista para obter recursos destinados ao financiamento de publicações clandestinas do grupo bem como ajudar as famílias dos grevistas e trabalhadores detidos no regime franquista.

Em operação preparada por policiais para prender militantes contrários ao regime franquista, ele é pego no dia 25 de Setembro de 1973, em Barcelona.

Puig acaba trocando tiros com os policiais sendo ferido é levado para a prisão e um jovem da guarda civil é morto.

Na prisão é julgado pelo Conselho de Guerra do regime sendo acusado de ser o responsável pelo disparo que fere e mata o policial civil.

O regime estava com sede de vingança pela morte causada, ao então presidente do governo da Espanha, Carrero Blanco, pelo ETA.

Puig Antich é sentenciado com a pena máxima concedida aos que praticam crimes hediondos, barbáries...

Apesar do esforço de muitos que agiram para que fosse concedido-lhe o indulto pelo general Franco, o regime franquista o manda executar friamente, através de um procedimento sórdido, repulsivo, estrangulando o jovem anarquista através do garrote vil sendo ele, a última pessoa da Espanha a ter sido submetida a esta pena capital a qual todos devemos repudiar e lutar para que jamais venha a ser utilizada em qualquer nação do planeta Terra.









sexta-feira, 3 de abril de 2009

A graciosa cadelinha Nina e Bob o Pincher valentão

Às vezes, penso nos momentos interessantes que teria perdido se Nina, a minha cadelinha Yorkshire, não tivesse chegado....

Ganhei a Nina de uma amiga!

Ela, impossibilitada de cuidar de cães por tempo indeterminado, me ligou dizendo:

- Tenho uma proposta para te fazer... Eu não posso mais cuidar da Nina. Eu gostaria que você ficasse com ela...

- Como? Por quê? retorqui...

Ela me explicou toda a situação pela qual estava passando...

Insisitiu para que eu não recusasse a proposta sem antes refletir.

Com muito pesar falou-me das características de Nina: de seu comportamento calmo, gentil, de sua inteligência, de sua timidez, de sua graça, de sua obediência, de sua companhia ...

Ponderei que o momento era bastante delicado para a minha amiga!

Ela havia cuidado de Nina desde a idade de bebê até os três anos, havia investido do seu tempo para que a cadelinha tivesse a oportunidade de experimentar a maternidade, foi sua enfermeira na ocasião e a babá de seus filhotes até o desmame...

Além do mais sei que a minha amiga tem uma profunda amizade e respeito pelos animais!

Compreendi o seu drama quando ela referiu-se ao tormento que passaria sem saber como o animal estaria sendo tratado caso a cadelinha fosse para outra casa em local distante da sua...

Era o mês de junho de 2008...

Clara, minha filha de nove anos já pedia há muito tempo um filhote de cachorro para amar e cuidar...

Havíamos feito umas tentativas de adoção de animais, que resultaram em desastre absoluto!

Isto havia determindo a minha relutância em aceitar outras experiências de mesma intensidade...

Pois bem, irei relatar a primeira delas!

Recebi em minha casa, por tempo determinado, em caráter de pura experimentação um "pincher" de dois aninhos, chamado Bob...

Morava "o audaz" em Juiz de Fora, sendo seu dono um menino de doze anos...

Os motivos que fizeram o vivaz cãozinho a ter que trocar de moradia não valem a pena serem discutidos, por isto vamos direto para a viagem do esperto Bob, ao Rio de Janeiro.

Quem o trouxe foi minha irmã mais velha; vieram de carro: ela dirigindo, ele dentro de sua casinha azul, bem quieto, altamente desconfiado, sonolento e com muito medo...

Eu aguardava o momento de sua chegada completamente metida em minhas reflexões: "Como seria a minha vida tendo que compartilhá-la com mais um novo membro na família..."

Já havíamos adotado a Jasmim (uma porquinha da índia), mais a Camila e a Suzana (duas ramsters fêmeas)...

A rotina de uma casa é bastante arrojada para quem é disciplinado e exigente...

Pois bem, além de todas as tarefas de uma administradora do lar, também sou responsável pela educação de minha filha, tanto no que concerne a estimulá-la à pratica da leitura, como ao estímulo para o estudo dos conteúdos programáticos de todas as disciplinas do colégio, temos por meta em todo ano letivo manter média acima de 70 (setenta) em todos os trimestres.

Cuido também do mesmo desenvolvimento nas atividades extras-classe que se fizerem necessárias em sua vida de criança e estudante...

Clara estuda inglês e faz nado sincronizado...

Ela necessita da companhia de um adulto para acompanhá-la aos locais em que precisa se deslocar quer seja a pé, de ônibus, ou de táxi...

Cabe a mim protegê-la dos perigos que assolam a nossa sociedade, eles trazem a sombra da insegurança, do medo, que conhecemos de sobejo por tudo que passamos de torpe e aflitivo, neste espetáculo de horror, desumanidade que insiste em se instalar ...

Além do mais tenho que trabalhar para pagar contas, programar metas e sonhos...

Eis que o som da campanhia faz-me retornar!

Abro a porta!

Vejo bem em frente a mim um belo animalzinho de olhos cor verdes, pêlo cor de mel, tímido, num corpinho franzino, abanando timidamente um rabinho, estático, observador, melancólico....

Naquele momento joguei para o alto todas as minhas dúvidas, percebi que o pincher não podia ficar naquela situação...

Resolvi dar a ele uma oportunidade e encarei a experiência da melhor maneira, no entanto...

Não tinha a menor idéia do que me aguardava! ...

Bob no início era muito obediente, era também bastante educado até perceber que estava em segurança com pessoas que não o destratavam, que não o espancavam, não o deixavam com fome...

Naquela época a única restrição em casa era: "Proibido cachorro subir em cama e sofá!"

Ele tinha muitos brinquedos, gostava de fazer graça escolhendo momentos de pressão, devido a alguma travessura, para deitar de barriga para cima pedindo carinho...

Não queria ficar só, à noite chorava inconformado de ter que dormir em local separado de nós na casa!

Apesar de seus dois anos, roía todos os móveis da casa principalmente quando ficava sozinho além de costumar derrubar o que via e podia alcançar em cima de móveis, prateleiras, escrivaninhas...

Além do mais, não suportando solidão,quando me via arrumada e pronta para sair latia incessantemente até a hora de alguèm retornar à casa...

Tentando aplacar a ansiedade do precioso cãozinho, resolvi que o melhor era: passar a levá-lo todos os dias para caminhar.

Uma ótima oportunidade para conhecer "o lado animal de Bob"

Logo compreendi! Ele não suporta nenhum ser do sexo masculino adulto!

Ao avistá-los na rua, rosnava bravamente, assumia a posição de ataque ao inimigo: sua intenção era exterminá-los.

Minha atitude no início era de pura perplexidade.

Pedia desculpas por ele,desviava do trajeto rapidamente, puxando Bob pela guia firmemente.

Outro lado do menino valente era a carência e o medo. Muitas vezes no meio da caminhada, ele estancava as passadas , mirava um ponto qualquer à frente e sem a menor cerimônia com um olhar suplicante, pedia colo.

Como qualquer cachorro odiava a hora do banho, entrava em sua casinha e não havia jeito de tirá-lo de lá.

Numa daquelas noites minha irmã chegou com um presente para o valentão: era uma blusa preta com o escudo da "Polícia Federal", mais biscoitos caninos que foram devorados vorazmente.

Os dias transcorriam céleres...

Até que...

Mais uma traquinagem aconteceu: encontrei a sandália de uma aluna minha estraçalhada em sua despedida...

Devido ao seu temperamento avesso a qualquer indivíduo de fala grossa, barba, pêlos, e coisa e tal ficamos com um problema a resolver.

A atitude de Bob afastava de nossa casa as visitas de meu irmão, primos, amigos, vizinhos.

Já com as mulheres...

Ele adorava pedir carinho, proteção...

Por mais que eu me encantasse com o jeito dele fui admitindo que ele esbanjava energia; era lamentável que um cão com características vibrantes ficasse trancafiado em um apartamento a maior parte do dia...

Ele merecia espaço! E atenção...

Então resolvemos que ele iria passar uns dias em Vargem Grande em um condomínio, na casa de uma pessoa muito linda,que queria um cão para dar de presente para a mãe que vivia em uma casa com quintal em Santa Tereza...

Não quis me despedir!

Algum tempo depois...

E, lá estava ele saindo e entrando a qualquer hora da casa saboreando os prazeres da liberdade, Circulava pelo condomínio como um cão dono de seu nariz, sem traumas ou desespero ou solidão.

Hoje, Bob vive em Araruama em uma casa que tem muitas crianças bonitão, valentão e muito feliz!

domingo, 22 de março de 2009

A Cabana - William P. Young

A mensagem do livro "A Cabana" é envolvente... Trata-se de uma narrativa ficcional, nela o autor constrói uma belíssima imagem humanizada de Deus.

A Suprema Divindade, seu filho Jesus, e o Espírito Santo assumem papéis no enredo que desenvolvem entre si um relacionamento harmonioso estruturado no respeito, na tolerância, na abnegação, na gentileza, no prazer de servir sem pretensões, preenchendo os espaços da relação com os cuidados do carinho, do afeto demonstrando que na vida o que nos parecem pequenas gentilezas são sutilezas extremamente essenciais que materializam o amor ...

O autor deixa claro em seu texto que a trindade entende todas as nossas angustias, todos os nossos conflitos, todas as nossas frustrações, todo nosso desequilíbrio que é gerado pela construção de nossa vida na total independência de Deus, portanto nos mantém ignorantes, egoístas, presunçosos, medrosos, manipuladores, perdedores...

Repleto de fantásticas imagens, a todo momento somos presenteados com lindas metáforas, construindo o autor o seu estilo literário com muita criatividade e arte.

O enredo nos surpreende a cada página com lições de humildade, deslocando o sentido da história para um propósito superior de salvação pela cura através do amor.

Desenvolve-se a narrativa pela interação entre o Pai que persegue este objetivo e um dos seus filhos que por tragédias acontecidas torna-se desesperançado, revoltado, rancoroso, violento, pessimista, vitimado...
Dá-se o mais belo encontro entre o divino e o humano, com singularidade mostra o autor que o amor é a forma, devemos proporcionar àqueles a quem amamos gentilezas...

E assim segue o nosso bom Deus trabalhando a forma do relacionamento almejado para reconquistar seu filho que vai aos poucos crescendo em confiança, em afeto, em aceitação, em perdão, em paciência, em autoconhecimento, em quebra dos paradigmas, em entendimento, em responsabilidade devido às escolhas na vida, em emoções, em reconciliação, em justiça divina, em serviço,em lágrimas, em amor...

O livro não remete à culpa por erros cometidos, pelo contrário investe sua filosofia na proposta arrebatadora de sermos entregues plenamente a Santíssima Trindade para que possamos perceber a voz de Deus, na medida que este relacionamento se intensifica pela ação do Espírito Santo possamos discernir entre o que é bom, ou o que é mau em nossa evolução, desta maneira estaremos deixando de ser controladores de nossa vida e estaremos desistindo de nossa arrogância entregando nas mãos da divindade as chaves do cadeado de nossa independência recuperando a capacidade de viver na Verdade e na Justiça.
Além disso, a leitura nos proporciona a compreensão do por quê Deus permite acontecer tragédias em nossas vidas, convergindo toda a lição para a paciência e aceitação...

sábado, 21 de março de 2009

Tempo litúrgico

Acordei feliz!

Relendo as últimas impressões da reunião que tivemos com Claúdia, servidora de Nosso Senhor Jesus Cristo da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima - Rainha de Todos os Santos, quis escrever sobre a Quaresma.
É um tempo de conversão, meditação e penitência que prepara os crentes para a grande festa da Páscoa.
A duração da quaresma é de quarenta dias!
Contamos este tempo litúrgico, da quarta-feira de cinzas até o domingo de ramos, cabendo ressaltar que para o calendário litúrgico não se contam os domingos.
O tempo de quarenta dias baseia-se no simbolismo do número quarenta na Bíblia, que significa provação: dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de iniciar a sua vida pública, dos quatrocentos anos que durou o exílio dos judeus no Egito.
A quaresma significa a luta do Cristão voltada para a paz, o amor e a justiça em toda a humanidade que inclui a oração, a caridade e a penitência...
É uma verdadeira conversão de coração, de mudança de atitude, é a perfeita compreensão de que só se é justo quando colocamos Deus como a base, o alicerce de nossas vidas e como a sustentação de todos os nossos pensamentos.
No tempo de quaresma nos preparamos para principalmente, perdoar!
Devemos para isso nos aproximar de Deus e o fazemos pelo alimento de suas palavras, pois a Bíblia é Deus falando conosco para nos alimentar, sua leitura deve ser diária.
O convite da quaresma é para que fiquemos mais próximo de Jesus e sejamos o sal e a luz este mundo, a favor da vida e do amor.

terça-feira, 17 de março de 2009

Salvação, Amor e Libertação – Caminho de Resgate, Restauração e Reintegração

O caminho dos missionários cristãos do MCCM (Movimento Cristão Contra a Miséria) que se dedicam ao projeto de vida para resgate, recuperação e reintegração do homem à sociedade, através do evangelho integral e libertador, começa com a vontade de vencer conformismos e ideologias indo direto ao encontro das necessidades das 90 milhões de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza em nosso país.

Grande parte dos profissionais do sexo (prostitutas e travestis) e moradores de rua encontram barreiras morais/sociais para poderem freqüentar as nossas igrejas, o que levou a Missão SAL - Salvação, Amor e Libertação a pregar o Evangelho do Cristo nas praças, bares, bordéis, motéis, favelas, biqueiras e invasões...

O propósito desafiador da missão almeja chamar os cristãos a dar a vida como um gesto de amor em prol dos necessitados. Amar o próximo é mudar o rumo em prol do próximo.

É inexorável! Vivemos angustiados pela crônica falta de tempo, sem perceber nos contaminamos mastigando problemas, frustações, preocupações, medos, angustias, culpas, obrigações...

E lastimável! Sempre que tentamos colocar ordem em nossa vida deixamos de colocar Deus em primeiro lugar...

É fato! Não priorizar metas que nos fazem evoluir em sabedoria e espírito compromete o caminho para o autoconhecimento.

O ego comandando a nossa vontade compromete todo o processo de crescimento espiritual. O ego preenchido de orgulho envenena toda uma existência, suprime os sentidos, cega, desampara, desequilibra, vicia, fragiliza, deteriora, enlouquece...

O “Eu”, nossa consciência cósmica, despertará quando deixarmos de valorizar frivolidades e nos prepararmos para combater a nossa miséria espiritual.

Então para começar,estive refletindo a possibilidade de ser um dos que abraçam a missão para falar do amor de Deus para um de nossos irmãos travestis...

Ou, Quem sabe! pensei...

Passar a integrar um grupo de apoio à evangelização, selecionando uma de minhas noites e de posse de minha Bíblia me imaginei entrando em um bordel, escolhendo a melhor forma de abordar pessoas, e de modo apropriado começar a falar sobre o perdão, sobre a caridade, sobre o crescimento espiritual necessário que se adquire através da prática e do estudo do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, sobre a esperança, sobre como somos capazes de modificar a nossa própria realidade e a de poder ajudar a de muitos também...

Fico fascinada em querer entender o perfil das pessoas que abraçam este ministério!

Porque, entrar em uma realidade de alcoolismo, doenças espirituais gravíssimas, drogas, brutalidades,agressividades, intolerâncias é uma grande prova de amadurecimento não só de vida, como também de vivência plena na intimidade com Deus.

Digo isto, crendo que a pessoa que o abraça é realmente tocada pelo amor do Pai, é abençoada,é revestida pelo espírito santo...

Então o que devemos fazer para cooperar?

Orar muito por "elas" clamando a Deus que lhes abençôem com proteção, disciplina, desejo de vitória, fôlego, ânimo, vida, ajuda espiritual, ajuda financeira, alegria, capacitação, discernimento, sapiência, equilíbrio ...

Sei que você pensará: - Este não é um problema seu, a opção de vida que alguns fazem deve ser respeitada, as escolhas que fazemos na vida é um preço que devemos arcar, cabendo a Deus o juízo de nossos atos posto que temos a liberdade de escolha através do livre arbítrio.

Pergunto: - Mas isto não será omissão?

Ao optarmos fugir deste assunto corremos o risco de tornarmo-nos cada vez mais egocêntricos, fúteis, desprovidos de humanidade, acabamos afastando-nos da possibilidade de abraçar obras mais desafiadoras, que por certo nos exigirão mais renúncia, maior despojamento, integral cumplicidade, vontade de mudar, capacidade de aceitação, coragem para o envolvimento, maior tempo para o estudo, submissão à humildade, desenvolvimento do afeto, do respeito, da caridade, da singularidade, do comprometimento, da apreensão do amor...

O propósito da missão Sal não é o assistencialismo, o objeto de sua intenção é a recuperação de almas que devem e precisam ouvir, escutar a palavra de Deus como forma de resgatar a própria liberdade.

Neste ponto concordo que o livre arbítrio pese como forma de decisão. O excluído deseja ou não se transformar?

Não podemos interferir na sua escolha,penso caber ao missionário dobrar seus joelhos em oração, implorar intercessão para que o amor de cristo entre naquele coração indeciso de forma poderosa, quebrando as amarras, dissolvendo o aço das correntes que o aprisionam e o afastam de ser uma testemunha da misericórdia de Deus, do perdão, da humildade, do discernimento, da revelação, da sabedoria, do desejo que o leve a querer a ser mais um servidor na obra do Reino do Pai.

Revigora em mim a crença nos homens de bem da missão SAL, cujo plano de ação é o de quebrar velhos paradigmas que os levam a resgatar, restaurar e reintegrar os excluídos para que eles também tenham direito a vida de dignidade, plena e abundante.