domingo, 18 de outubro de 2009

Eclipse

Da série "O Crepúsculo", a obra inspira-se no triângulo amoroso entre Bella, Edward e Jacob.

Sthephenie Meyer, neste enredo lembra-me, Shakspeare em "Sonhos de uma noite de verão" - Helena que amava Demétrio que amava Hérmia que amava Lisandro por quem era amada...

Daí...

Jacob que amava Bella que amava Edward por quem era amada...

Bem, como aprecio astronomia, irei relembrar os conceitos científicos do título do livro, bem como, interpretar a sua ligação com o enredo do romance...

O Eclipse é um fenômeno celeste que pode ocorrer de duas maneiras, genéricamente: o Lunar e o Solar.

O Eclipse Lunar ocorre quando a Lua penetra, totalmente ou parcialmente, no cone de sombra projetado pela Terra, em geral sendo visível a olho nu...

Isto ocorre sempre que o Sol, a Terra e a Lua se encontram próximos ou em perfeito alinhamento, estando a Terra no meio destes outros dois corpos...

Por isso o Eclipse Lunar só pode ocorre quando coincidem a fase de Lua Cheia e a passagem dada pelo seu nodo orbital...

A lua precisa estar atrás da Terra do ponto de vista de um observador no Sol...

Os Eclipses Lunares podem ser classificados de acordo com a parte da Lua que é obscurecida pela sombra da Terra, e por qual parte da sombra da Terra ela está sendo obscurecida...

O Eclipse Solar assim chamado, é um fenômeno raríssimo de alinhamento que ocorre quando a Lua se interpõe entre o Sol ocultando completamente a sua luz numa estreita faixa terrestre...

Então, a qual dos fenômenos a autora quis se referir quando nomeou o terceiro livro da série utilizando genericamente o nome da ocorrência?

Bem, decidi-me pelo "Lunar", e explico...

Neste o Sol , a Terra, e a Lua ficam em perfeito alinhamento tendo o planeta que dividir-se entre o chamado de seu fiel amigo o Sol e a inesgotável força de atração de seu satélite, a Lua gravitando em sua órbita invariavelmente...

Enfim, há um paralelo entre os protagonistas do triângulo amoroso com os astros que realizam o fenômeno...

Então, assim o registro...

O Sol...

É o enérgico Jacob que demonstra ter o calor do astro rei, sua grandeza, sua grandiosidade em poder servir à vida generosamente, sem nada pedir em troca...

A personalidade, do descendente Quilleute, possui as carascterísticas de uma obra prima que foi moldada com muito zelo, carinho, personalidade, discernimento, respeito, tradição, herança, mística, obediência, auto-estima, dignidade, encantamento, instinto selvagem, paixão...

As lendas indígenas ressaltam a virtude da bravura, da luta travada na perspectiva de garantir que a vida do mais fraco seja preservada...

Contraria, combate a sede de instintos malignos impaclavelmente...

A Terra...

É a delicada Bella Swan...

O encanto de sua juventuda é revestido do amadurecimento de uma alma senil, desprendida, pura, humilde, feminina, singular, frágil, humana, decidida, febril, contraditória, cúmplice, solitária, amante, fiel, fraterna, insegura, simples, sóbria, ...

Tal qual o planeta possui fascínios, mistérios, magia...

Seus antagonismos colocam-na ora, em zona tórrida revendo suas incertezas, seus sonhos, como humana... ora, em zona glacial para reafirmar seus propósitos, ponderando o seu futuro na eternidade...

Já a Lua...

É o intenso Edward...

Protagonista principal do enredo surpreende com o seu estilo, equilibrado total...

Pertencente ao mundo dos de natureza mental doentia, procura ferozmente livrar-se dos estigmas da maldição que o alcança: não se permite sentir prazer mediante ao sacrifício de vítimas; precisa reconquistar o sentimento da compaixão; reavalia o fundamento do descontrole sob as próprias emoções; quer escapar da vil necessidade de saciar a sede na droga, que aqui é a morte da vida inocente, a máxima alegria e êxtase; precisa reaver a sua dignidade, perdida ao possuir o poder da eternidade; dismistifica qualquer perenidade em satisfazer-se da maldade, da cobiça, da preguiça, da violência, matéria que o consome, pois a essência de sua dignidade, há muito foi perdida com a o aniquilamento de sua alma....

A matéria peincipal de sua disciplina é não se deixar dominar pelo instinto de conservaçao de sua espécie; equipa-se de maneira acertada para que não precise manchar o seu caráter, deteriorar a sua essência, deturpar a sua existência ...

A única coisa que o domina é o objeto de sua afeição intensa, a eterna amada...

Este amor ardente faz resplandecer com mais entusiasmo a sua determinação em lutar contra o seu ego para respeitar a humanidade dela...

Isto o motiva em rodeá-la, tal qual a Lua rodeia o seu planeta há milênios, apaixonadamente, inexoravelmente...

Mergulha em dedicação profunda ao seu projeto de vida plena, para tanto faz de seus dias um completo roteiro para doar a Bella muito afeto, carinho, zelo, proteção, mimos, delicadeza, aventura, sofreguidão, fidelidade, masculinidade, fulgor, rigor, favoritismo, felicidade, vida, amor...

Lindo romance, bom o bastante para ser lido, relido, lido novamente...

sábado, 19 de setembro de 2009

Le Déclin de L"Empire Américain

Obra cinematográfica, ano 1986, vencedor do Oscar melhor filme estrangeiro, Denys Arcand roteirista e diretor...

O roteiro é traçado para ser pensado o modo de vida de um grupo de pessoas pertencentes ao seleto mundo de intelectuais das Universidades do Quebec, Canadá.

Enquanto preparam o jantar, dois heteros, um homossexual e um bi-sexual discutem seus relacionamentos amorosos...

Em uma academia de ginástica, duas heteros e duas bi-sexuais do mesmo grupo, confessam suas fantasias amorosas...

A característica que mais se destaca no roteiro: a sede de vida do grupo buscada no sexo, apelando para o prazer carnal, sem traumas, sem culpas, sem censura ...

À mesa rasgam abertamente suas verdades, discutem sobre o relacionamento com os filhos, resgatam o significado do casamento, refletem a solidão, interagem pela amizade, disputam simpatias, partilham frustações, compartilham em conjunto as rotinas de uma família...

A maioria deles parece satisfeita aos seus títulos e projeções profissionais, não há mais o que almejar...

No entanto, a mais nova do grupo, ainda completando sua graduação em História, suscita ao companheiro, o desejo de consolidarem a relação, com a maternidade e a paternidade, idéia repudiada imediatamente pelo parceiro...

Parecem ter tudo, mas ao mesmo tempo, não se bastam, não são felizes...

Procuram no divertimento do sexo afujentar algo latente, talvez o medo da morte ou quem sabe da velhice...

O filme é uma ótima oportunidade para se refletir os nossos valores e confrontá-los com os destas pessoas...

O bizarro é a continuidade do pensamento milenar que o império americano adota para a construção de egos individualistas...

Nesta construção o que se vê: uma sociedade fria, hipócrita, libidinosa, debochada
, dissoluta, imoral, pervertida, dissimulada e perversa ...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Arria Marcella e Octavien

A propósito do amor...

A paixão é uma criação de nossa mente ou é uma necessidade que sentimos de tentar preencher os espaços vazios que trazemos no nosso ego para sentir a plenitude da vida?

É fato que a paixão nos promove sublime transformação: faz com que, ao nosso redor, tudo se desvaneça...

É uma comoção que faz jorrar de nosso peito centelhas...

Ardentemente pulsamos pela pessoa amada!

Tocou-me a paixão de um homem no século XIX, por uma mulher que viveu no ano 79 de nossa era...

Trata-se de uma fantástica novela publicada em 1852, na qual, a áurea de fantasia criada somente revela o quão distante de nós, está a concretização dos nossos desejos...

Octavien um jovem francês de Paris, mais poético que apaixonado, amara loucamente todos os tipos femininos conservados pela história...

... Helena, amada também por Fausto; Cleópatra; Semíramis; Diane de Poitiers; Joana de Aragão foram-lhe sublimes personificações de seus desejos...

Visitando a Itália, com seus dois amigos Max e Fábio, observam no Museu dos Studii em Nápoles, diferentes objetos antigos exumados das escavações de Pompéia e Herculano...

Danificada por um terremoto no ano 63, Pompéia estava em reconstrução quando no ano 79 de nossa era, perecera na erupção do Vesúvio, ocorrida a 24 de Agosto, deste mesmo ano.

O aspecto de Pompéia após XIX séculos da erupção do Vesúvio: mantém ainda cartazes de espetáculos, ofertas de locação, fórmulas votivas, tabuletas, anúncios de todas as espécies...

...as casas de telhados desabados deixam descobrir os mistérios de seus interiores nos detalhes domésticos, as fontes estancadas, o fórum, os templos consagrados aos deuses, as lojas, os cabarés, as casernas, os teatros de drama e de cânticos permanecem estanques em suas ruas, através das ruínas...

Absorto e aturdido diante de uma vitrine do museu, Octavien contempla profundamente o fragmento de molde de estátua, o corte de um seio admirável e de um flanco tão puro de estilo quanto o de um estátua grega, diz o escritor...

Isto excitara em Octavien impulsos que o levariam a experimentar bizarra experiência, numa Pompéia pulsando de vida, pouco antes de sua destruição...

Nela, depara-se com Arria Marcella, mulher de pele morena cabelos ondulados e frisados, pretos como os da Noite, erguiam-se ligeiramente para as têmporas à moda grega, seus olhos sombrios e doces lançararam Octavien em ardente devaneio...

Uma voz gritou-lhe do fundo do coração que esta era a mulher sufocada pela cinza do Vesúvio ligada ao fragmeto de molde de estátua objeto exumado das escavações no sítio arqueológico, agora em exposição para visitação em Nápoles...

Diante daquela presença compreendeu que estava diante de seu primeiro e último amor...

Sua alma voltara a ser virgem de toda emoção anterior, o passado deixara de existir...

Arria Marcella voltando seus olhos para Octavien sussurrara-lhe:o teu pensamento ardente ao contemplar a lama endurecida que conserva a minha forma, minha alma o sentiu nesse mundo em que flutuo aos olhos grosseiros;

Não se está verdadeiramente morta senão quando não se é mais amada; teu desejo devolveu-me a vida...

Octavien acabara de viver um dia no reinado de Tito e de fazer-se amar por Arria Marcella, deitada do lado dele, numa cidade destruída para todo mundo...

Ao dobre da saudação angélica um suspiro de agonia deixou o peito partido da jovem e o infeliz não viu mais ao lado dele, senão uma pitada de cinzas misturada com alguns ossos calcinados...

A partir desta viagem a Pompéia o nosso jovem ficou presa de melancolia taciturna, não encontrou jeito de decepar sua dor, resistente, o encanto pela amada Arria, o impediu de experimentar a plenitude da vida com outra paixão...

domingo, 6 de setembro de 2009

Entre todos os homens - Parte I - Carlos Alberto Libânio Filho

Frei Betto é escritor, religioso dominicano e adepto da Teologia da libertação, corrente cristã, desenvolvida no Terceiro Mundo e periferia do Primeiro Mundo, a partir dos anos 70, do século XX.

A Teologia da Libertação baseia a sua reflexão na situação da pobreza e exclusão social à luz da fé cristã...

A sua principal característica é considerar o pobre, não como objeto de caridade, mas como sujeito de sua própria libertação...

Assim, seus teólogos propõem uma pastoral baseada nas comunidades eclesiais de base, nas quais os cristãos das classes populares se reunem para articular fé e vida, e juntos se organizam em busca de melhorias de suas condições sociais, através da militância no movimento social ou através da política, tornando-se protagonista do processo de libertação.

Este teólogo, sonhador de um mundo melhor para todos os homens, nos presenteia com a obra: "Entre todos os homens" , romance de emocionar o leitor, fazendo-o refletir o sentido da vida...

A mensagem da Boa Nova é revelada por um Cristo de amor, de liberdade, de justiça, de solidariedade, de alegria...

O romance, em rigorosa pesquisa histórica, resgata dos evangelhos uma narrariva que situa o leitor nos primeiros anos da era cristã, nas disputas e intrigas que dilaceravam o Império Romano...

Vale a pena citar, nesta primeira parte, algumas pérolas retiradas de alguns capítulos:

"...Á Jesus só não atraem as cansativas lições sobre a lei mosaica. Gosta das histórias do Gênesis e do Êxodo, diverte-se com a mula de Balaão nos Números, fica atento aos princípios éticos de Deuteronômio. Contudo, a longa lista de permissões e proibições do Pentateuco causa-lhe enfado."

Busca compensar o fastio com a leitura dos livros históricos e sapienciais.

No Livro de Tobias sublinha um axioma: Não faças a ninguém o que não gosta que façam a ti.

Lê com entusiasmo o profeta Isaías, tão antigo e, no entanto, soa-lhe muito atual: Este jejum que me agrada: derrubar as prisões injustas, desfazer as correntes do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e repartir a comida com quem passa fome.

Grava no coração a promessa do profeta Daniel: O Deus do céu fará aparecer um reino que nunca será destruído.

E deste reino fala para Nicodemus,:

"Asseguro-te que quem não nascer de novo não verá o Reino de Deus. Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. O que nasce da carne é carne, o que nasce do Espírito é Espírito.

Não te admires de te haver dito: Deves nascer do alto. O vento sopra onde quer e ouves o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece com o aquele que nasce do Espírito."

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Lua Nova - Stephenie Meyer

O segundo volume da coleção de "O Crespúsculo", Lua Nova, inspirou-me a reflexão no desenvolvimento do autocontrole...

Em nossa sociedade descuidamos em como desenvolver o controle sobre as emoções, daí surgirem doenças psíquicas que podem ser geradas pelo medo, as inseguranças, os traumas, as desilusões, as frustrações...

Na leitura de Lua Nova ponderei sobre o poder da mente, e do ego...

Nos personagens de Edward Cullen e Jacob, a autora desenvolve o combate entre o bem e o mal...

Ambas entidades de naturezas diferentes, possuem características similares: espetacular força física, privilegiada inteligência, dotadas de habilidades sensitivas, o que me leva a crer que a escritora reflita sobre a expansão da mente ...

Embates contundentes travam as duas espécies!

A ira de Jacob contra os sanguessugas!

Baseia-se na tentativa de preservar a espécie humana, porém, é alimentada pelo que dele há de predador, por isto, vai à caça contra todos aqueles que possuem a natureza dos Cullens...

Isto me fez retornar às origens de nossa raça, quando o homem caçava para se alimentar, pelo prazer de sentir saciada a fome...

Homens de coragem!

Combatiam as feras na preservação da espécie, enfrentavam os inimigos para a garantia do território e proteção da família: valia o esforço da luta, até as últimas consequências...

Analogamente, naquela época, a bravura dos machos continha muito das características do nosso personagem Jacob, diferenciada do motivo pelo qual a caça, era perseguida...

Coragem, bravura, atos que dependem de autocontrole e discernimento, para que sejam realizados.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Lembrança de Pompéia

O mito do amor proibido entre Romeu e Julieta por Shakespeare, é comovente...

Mas, o amor proibido entre Isabella Marie Swan e Edward Cullen, na coleção/quatro volumes de "O Crepúsculo" de Stephenie Meyer, me entusiasma.

Aprovei a leitura dos dois volumes iniciais da série: "O Crepúsculo" e "Lua Nova".

O enredo é construído na lendária, mitológica ficção das entidades que se alegram em tornar amaldiçoado os escolhidos, arrancando-lhes a paz...

Sthephenie, exibe habilidosa criatividade em suspense de ávida ação, motivo, pelo qual, a trama é consumida vorazmente!

O personagem principal, Edward Cullen, atrai o público feminino pela construção de magníficas características de personalidade...

O caráter íntegro, moldado por um sentimento de repulsa aos padrões de seu mundo,relicário de pérfidas regras...

Sofrimento, disciplina marcam o seus cento e dez anos de existência...

A ética é virtude e pacto no clã dos Cullens...

Esta humaniza uma descendência amaldiçoada, por não querer, saber controlar a fome insaciável de ter o poder sobre a alma alheia...

Enfim, a paixão inflamada de Edward por Bella cobrindo-a de proteção, carinho, devoção...

Tá legal...

O Jacob também tem poder!

Venho tão fascinada pela leitura de "Lua Nova" que, mesmo não tendo tempo nenhum para me dedicar à leitura da obra, tenho me virado perfeitamente...

Nos poucos momentos que me sinto livre, como nos horários da novela das 20:00h, ou mesmo quando estou em deslocamento pela cidade de ônibus, metrô, carro ou táxi, lá estou eu de livro em punho sorvendo letra a letra toda a magia que tem encantado meninos(as), mulheres e homens...

Mas tenho que confessar!

Miss Meyer, eu a traí!

Foi numa manhã...

Estava arrumando a sala do escritório de Engenharia, em que trabalho, quando descobri em uma caixa vários livros...

Eles pertencem à minha irmã mais velha...

Curiosa olhei para aqueles livros todos, e não me contive, peguei um deles para ler.

Fui direto na sinopse do escritor, lá Baudelaire conclui sobre o autor, Théophile Gautier, como sendo um dos maiores do passado, um modelo para aqueles que virão, um diamante cada vez mais raro em uma época ébria de ignorância e matéria, um perfeito homem de letras.

Tocada pelos elogios do poeta, larguei o volume de Stephenie, "Lua Nova", comecei a devorar o pequeno volume e tive que dar razão à minha prima Bella Gonçalves sobre a preferência dela aos clássicos...

A resenha de "Arria Marcella" - Lembrança de Pompéia - novela fantástica lançada em 1852, narra quando numa noite do séc. XIX, penetrando sozinho no sítio arqueológico de Pompéia, Octavien, depara-se com a cidade pulsando de vida pouco antes da destruição, e lá se apaixona por uma belíssima jovem patrícia, Arria Marcella...

Um prato cheio para aqueles que amam a poesia, a história, a arte, a literatura...

domingo, 16 de agosto de 2009

Colateral

Amanheceu!

A luz branca, policromática, viajando pelo espaço com velocidade de trezentos mil quilômetros por segundo, atravessou a minha vidraça, tocou o meu ser, me despertou...

Esperei ansiosa, o momento de revê-la!

Inexorável, o tempo!

Como um vampiro cravaste teus dentes em meu pescoço, sugaste-me a alma...

Reclamas, por quê?

És impiedoso, clamas resposta:

Digo-te:

A culpa foi...

... a distância que nos afastou...

Otimista, faço a viagem!

Desejo conhecer um pouco de tua história, a vida transcorre efêmera...

Quero aproveitar com mais intensidade o devir!

Chegamos...

Contemplo a natureza, ao redor de tua moradia...

Tudo indica sensibilidade!

Expectativa!

A frieza parece estudada, me faz ponderar...

Outro dia se esvai...

Na tua percepção, embotada por um sentido que desconheço,

Quebraste a minha intenção...

Revejo as cenas, aproveito para me analisar...

Brigo, comigo...

Fragilidade!

Medo de enfrentar com coragem e ousadia o "eu" de outrem...

Restou-me a saudade da infância,

Vestido de seda ,brinco de pérola,bonecas de pano espalham-se no sótão da minha memória!